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Aduana

A história do Porto Seco propriamente dita, pode começar, talvez, em 1929 quando a vila de Dionísio Cerqueira recebeu a visita do Governador Adolfo Konder, quando esta passou a pertencer ao estado de Santa Catarina após a exaustiva Guerra do Contestado, que em 1917 dividiu a catarinense Dionísio Cerqueira da paranaense Barracão. Mas foi em 1977, após uma reunião de três dias em Brasília, que oficializou-se a habilitação do Porto Seco de Dionísio Cerqueira, para "atender as necessidades do tráfego bilateral de cargas e passageiros" entre Brasil e Argentina. Na época o presidente do Brasil era o general Ernesto Geisel, o governador catarinense era Antonio Carlos Konder Reis e o prefeito municipal, Valdir Maran. O Porto Seco contudo, passou por 20 anos de latência; só em 1997 é que o movimento da aduana verificou um incremento decididamente significativo na movimentação de cargas. A partir de então a administração municipal cerqueirense tomou como objetivo a construção de uma nova aduana que fosse capaz de responder adequadamente a crescente passagem de caminhões. A mobilização da sociedade, seminários, viagens à capital federal e conversas com ministros e parlamentares, audiências com o governador catarinense de então, Paulo Afonso Vieira, resultaram na liberação de R$ 300 mil da caixa do estado para a construção do prédio da nova aduana, com 540m², inaugurado em dezembro de 1998. Apenas em 2003, com o governador Luiz Henrique da Silveira é que o novo local recebeu as condições básicas para servir de posto de passagem das cargas de importação e exportação que se faziam sempre mais crescentes. Com 70% de investimento do estado e 30% em contrapartidas do município, além da constante colaboração da Ascoagrin - Associação Comercial e Agroindustrial de Dionísio Cerqueira e Barracão, finalmente foi possível à Receita Federal alfandegar a área e, em 22 de agosto de 2003 entrou em operação o Ponto de Fronteira Alfandegado na única passagem catarinense direta aos paises irmãos do Mercosul e importante corredor de exportação nesta região do Brasil. Nos dias de hoje, todos os órgãos, instituições e pessoas que tem algum vínculo com o Porto Seco de Dionísio Cerqueira, esperam pela licitação que possibilitará a transferência da administração das "atividades de meio" do Porto à empresa vencedora de tal licitação, deixando para a Receita Federal as "atividades de fim", como acontece nos outros portos do país. Com uma empresa administrando o Porto Seco, a expectativa de negócios mais céleres e seguros será ainda mais reforçada, entre outras coisas, contribuindo para incrementar a curva ascendente da balança comercial brasileira. História
 O Ponto de Fronteira Alfandegado
Por que passar pelo Porto Seco de Dionísio Cerqueira
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